“O maior flagelo da humanidade é, sem pairar alguma dúvida, a fome.  O semi-árido do nordeste brasileiro, pelas adversidades climáticas e políticas de esquecimento, historicamente tem sido a região que sempre protagonizou essa triste realidade.

Estávamos muito perto de afastarmos esse fantasma, quando a ONU através de relatório da FAO, reconheceu no período entre 2002 e 2014, uma redução de 82,1% desse quadro, como resultado das políticas inclusivas do partido que se determinou a resolver essa calamidade através dos programas que compunham a plataforma Fome Zero.

Esse progresso em pouquíssimo tempo, a partir do novo governo que se instalou, se deteriorou e teremos que começar de novo, se a aristocracia permitir a instalação de novo governo progressista de políticas includentes a contar de 2018.”

O texto acima, publicado por um cidadão chamado Tanio Jardim,  chama a atenção para o fato de que, mesmo o Brasil tendo  saído do Mapa da Fome das Nações Unidas, na maior redução do número de pessoas subalimentadas já registrada entre as seis nações mais pobres do mundo, que foi de 43,1%, há, agora, o risco da volta do flagelo da fome para os segmentos mais pobres da população brasileira.

Os dados do relatório O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2015, divulgado FAO, que mostraram o esforço realizado pelo governo brasileiro no combate à desnutrição e a fome na última década, levando o Brasil a alcançar as  metas dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio e dos  Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), não eximem o país do risco de voltar a ser listado no nefasto Mapa da Fome da ONU.

Fome no Brasil foi reduzida em 82% nos últimos 12 anos

A aprovação da Emenda Constitucional 95 (conhecida no como PEC 55, ou PEC do Fim do Mundo), que congela os investimentos nos programas sociais por 20 anos, tenderá, segundo especialistas, a agravar a desigualdade de renda, e, consequentemente, aumentar a pobreza, impedindo milhões de brasileiros e brasileiras de ingerir a quantidade mínima diária de calorias, voltando a se alimentar de forma precária.

A extinção das políticas de incentivo à agriculta familiar, que produz, segundo estudos da FAO, 70% do alimento que vai à mesa a população brasileira, e o favorecimento da monocultura de exportação como prioridade para a política agrícola do país favorece, no novo modelo de gestão brasileiro, a concentração da renda nacional e, consequentemente, a volta da pobreza, da miséria e da fome.

A redução do programa Bolsa-Família, que permitiu ao Brasil ver a primeira geração de crianças brasileiras alimentadas e na escola, o que lhes daria a oportunidade de não repetir o “destino” de seus pais,  poderá retornar milhões dessas crianças à  triste estatística das 3,4 milhões de pessoas que, segundo dados do próprio governo brasileiro, apesar de todos os esforços da última década, ainda passam fome no Brasil.

Aumento da oferta de alimentos e da renda dos mais pobres faz com que 98% da população tenha acesso a comida

Fontes: Portal Planalto, com informações do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e TV NBR, ainda disponíveis na Internet. 

 

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