Sintego: 30 anos de luta por uma escola melhor

Por: Bia de Lima 

Há 30 anos, quando o SINTEGO nasceu, o Brasil vivia um momento alvissareiro para a educação e para a democracia. Em 05 de outubro, o povo brasileiro ganhava a sua primeira Constituição, depois dos anos de chumbo da ditadura (1964-1985).

Em 25 de novembro, durante o Congresso de Itumbiara, nascia o SINTEGO, com a missão de defender os interesses de toda a comunidade de profissionais da educação em Goiás, o que não era permitido pelas leis do regime militar, que restringiam a organização sindical somente a associações segmentadas de administrativos e professores.

De lá para cá, foram muitas as nossas lutas, as nossas conquistas! Difícil acreditar, mas foi da luta do SINTEGO e das organizações que vieram antes de nós, como o CPG (Centro dos Professores de Goiás), que vieram os concursos públicos, as políticas estaduais e nacionais de valorização dos profissionais da educação e, já no governo Lula, o Piso Salarial.

Temos muito orgulho da nossa história, porque afinal são três décadas de avanço na caminhada rumo a uma escola pública de qualidade, com estrutura adequada, um funcionalismo valorizado e, tão importante quanto, com mães e pais felizes por conseguirem matricular suas crianças em escolas boas, perto de suas casas.

Recebemos, com alegria, muitos depoimentos de funcionários administrativos, professores e diretores da nossa escola pública que falam da confiança dos familiares no trabalho de educadores em todos os municípios do nosso estado.

Sabemos que a qualidade do ensino passa sempre pelo investimento na formação e na valorização de nossos profissionais da educação por meio do respeito ao Piso e aos Planos de Carreira, resultado de nossa luta disciplinada, sistemática e diária ao longo de três décadas.

Travamos sempre o bom combate. Participamos de todas as grandes manifestações nacionais em defesa da educação e da democracia. Aqui em Goiás, pressionamos, fizemos e fizemos greve contra os governos de plantão sempre que nossos direitos foram ameaçados ou desrespeitados.

Nos últimos anos, lutamos muito contra a privatização e a militarização das escolas goianas, obsessão do governo Marconi que conseguimos, a duras penas, debelar. Agora, vivemos tempos de mudanças, infelizmente preocupantes. Em Goiás, contra a privatização de ensino e os atrasos de nossos salários. No Brasil, contra essa onda conservadora que insiste em amordaçar as liberdades conquistadas por nossos educadores e por nossa sociedade.

Como em toda nossa história, estamos em luta e em resistência, sempre com alegria e com fé, porque, como diz o poeta, “a fé não costuma faiá.”

Bia de Lima
Educadora. Presidenta do Sintego

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