Mobilidade Urbana: Lá e cá, eis a gestão!

Se o planeta é uma esfera de superfície disforme solta no universo ainda pouco conhecido, está no jeito de tratar politicamente seus distintos relevos o caminho mais curto para harmonizar as diferenças entre os povos que o habitam.

O princípio vale como desafio permanente da humanidade desde a deriva continental que nos empurrou para ambientes cada vez mais distantes, mas que com o tempo (ah, o tempo!) nos exigiu a proximidade por razões óbvias, afinal está no decisivo gesto humano local a possibilidade da transformação da realidade global, eis o sentido da gestão!

Os espaços geográficos onde vivem pessoas são distintos porque formados conforme usos e costumes praticados cotidianamente. Sua configuração, estética e dinâmica são produtos da natureza decifrada do senso comum e do conhecimento científico ajuntados por pessoas.

Logo, se experimentamos seus traçados e perfis urbanos construídos em dimensões e escalas semelhantes, mas tratados politicamente com desprezo às pessoas, à coletividade, está no decisivo gesto humano precário a explicação do fracasso colhido.

Inexiste diferença nas bitolas dos espaços de mobilidade dos centros e periferias de Uruaçu e Copenhague, de Goiânia e Bogotá. Lá e cá, o que temos de diferente é a ideologia que permeia nossa visão de mundo, sempre uma escolha política, eis a gestão!

Antenor Pinheiro
Jornalista, membro da Associação Nacional de Transportes Públicos/ANTP

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