Bolsonaro a Moro: “se não puder ajudar, não atrapalhe!”

Ao abandonar a magistratura e deixar de ser Judge Murrow para assumir o ministério da Justiça e Segurança Pública de Bolsonaro, Moro pensou que teria carta branca para ser um “superministro”…

A ilusão durou pouco mais de sete meses…

Na última quinta-feira, 22/8, Bolsonaro deu um recado ao ministro Sérgio Moro: quem manda na Polícia Federal sou eu! É, até agora, o ponto alto de uma briga que pode levar à demissão de Moro.

Jailton Carvalho, no Globo de 24/8, explica a origem dessa crise.

No dia 28/07, relata o jornalista, Sérgio Moro se encontrou com o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo foi solicitar que ele, Toffoli, revisasse sua decisão que restringiu a utilização de dados do COAF em investigações criminais.

O COAF é o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, órgão responsável por identificar irregularidades em movimentações bancárias – sinais de crimes como lavagem de dinheiro ou caixa dois, por exemplo.

A decisão de Toffoli foi feita a partir de um pedido dos advogados do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o filho 01 do presidente Jair Messias. As movimentações financeiras de Flávio são investigadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, por suspeita de envolvimento no caso do laranjal do Fabrício Queiroz.

Em janeiro, o COAF levantou suas primeiras suspeitas a respeito das contas de Flávio Bolsonaro.

Assim que tomou conhecimento da reunião de Moro com Toffoli, Bolsonaro chamou o ministro da Justiça para uma reunião no Palácio da Alvorada. Jair Messias foi direto ao assunto:

“Se o senhor não pode ajudar, por favor, não atrapalhe!”

Quá, quá, quá!

Em tempo: no último dia 21/08, Bolsonaro transferiu o controle do COAF para o Banco Central. Segundo Jair Messias, o objetivo é “tirar o COAF do jogo político”

Em tempo2: “quem manda nessa p… sou eu” é um recurso argumentativo frequentemente utilizado pelo Jair Messias…

Fonte: Conversa Afiada

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