Tombou mais uma árvore.
Um espírito se foi
Pela bala da ambição.

Foi na dor da covardia
Uma tocaia descoberta
Cacique Paulo Guajajara
Era um guardião da floresta.
Caiu feito angelim e mogno
De vermelho urucum o solo manchou
Deitado no colo da mãe terra
Seu espírito levantou.
E no meio da clareira
Mãe natureza em pranto gritou:
Acolham mais um guerreiro
Que o agronegócio matou.

Até quando ainda veremos
O progresso destruir nosso ser?
O facão do capitalismo
Fere alma e o coração
Traz a mão suja de sangue
Do verde da mata,
Um filho que maltrata
Pela ganância, grana, poder.
Sangra o povo da floresta “Índio” tua morte é uma festa
Tua terra quero ter.

É na bala ou na faca
Faça dia ou faça noite,
Atocaiado, espancado,
Sua luta não terminou!
Amazônia ancestral
Será protegida com sangue na dor.


Texto: Márcia Kambeba
Data: 02/11/2019 

Fonte: Mídia Ninja

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