Dois condenados no caso do estupro coletivo que chocou o Brasil  – Em maio de 2016, no Rio de Janeiro, uma adolescente de 16 anos  foi vítima de estupro coletivo por dezenas de homens com requintes de crueldade em uma comunidade da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Depois de quase um ano, dois dos criminosos  foram condenados a quinze anos de prisão pelo juiz Aylton Cardoso Vasconcellos, responsável pelo caso.  A decisão do juiz foi divulgada por meio de nota, sem detalhes sobre a situação dos demais réus, sob a justificativa de que o processo corre protegido por segredo da Justiça.

Os réus Raí de Souza e Raphael Assis Duarte Belo foram condenados pelo crimes de violação de menor e produção e reprodução de vídeos com imagens de sexo envolvendo uma menor de idade. Um terceiro acusado, identificado como Moisés Camilo Lucena, está foragido e deve ser julgado quando for preso, segundo a Justiça do Rio de Janeiro.

O crime ganhou grande notoriedade no Brasil e teve repercussão internacional porque a denúncia inicial indicava que a jovem teria sido violada por 33 homens. Essa informação constava num vídeo divulgados nas redes sociais pelos próprios agressores, que filmaram a jovem nua e desmaiada após os abusos.

Embora os depoimentos da adolescente sobre as agressões que sofre à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) coincidam com a de seus agressores com relação ao número de pessoas envolvidas no estupro,  a polícia estabeleceu que o crime foi cometido em diferentes momentos por uma dúzia de indivíduos. Segundo a polícia, a jovem foi primeiro violada por sete membros de uma gangue e, posteriormente, por outros três homens.

Segundo relatos na mídia brasileira à época, a jovem declarou ter ido até a casa de um rapaz com quem se relacionava há três anos, no dia 21 de maio de 2016. sábado (21), de recordar ter ficado a sós com ele por um tempo, e que no dia seguinte acordou dopada e nua em outra casa, onde foi estuprada coletivamente por 33 homens armados com fuzis e pistolas.

A jovem relatou ter voltado para casa de táxi e que descobriu no dia 24 que pela internet circulavam imagens suas durante o estupro, veiculadas pelos próprios estupradores. No dia 26, a jovem tomou um coquetel de medicamentos para evitar a contaminação por doenças sexualmente transmissíveis no Hospital Souza Aguiar,  no Centro do Rio de Janeiro.

ANOTE AÍ:

A informação central desta matéria circula em destaque nesta terça-feira, 21 de fevereiro, no site do Diário de Notícias de Portugal: http://www.dn.pt

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