Mais um Massacre: família de ambientalistas é executada no Sul do Pará

Pai, mãe e filha foram mortos a tiros e os corpos encontrados cerca de três dias depois da morte em São Félix do Xingu, no Pará. Todos atuavam como ambientalistas com ações de proteção a quelônios na região…

Por redação DOL Carajás com informações de Dinho Santos

A Polícia Civil em São Felix do Xingu, no Sul do Pará, investiga um triplo assassinato praticado contra uma família que residia as margens do Rio Xingu. A comunidade local foi pega de surpresa com a notícia dos homicídios das três pessoas, que eram conhecida na região pela soltura de quelônios e por atividades de proteção ambiental na localidade onde moravam.  

De acordo com as primeiras informações o crime pode ter sido praticado há cerca de três dias, o que indica pelo estado de decomposição dos corpos quando foram encontrados. A família vivia na localidade conhecida como cachoeira da “Mucura”, distante a cerca de 90 quilômetros da cidade de São Felix do Xingu. 

A família composta pelo pai conhecido popularmente como “Zé do Lago”, a esposa de prenome Márcia e a filha menor de idade Joene, foram executados a tiros por desconhecidos. O corpo de Márcia, foi encontrado boiando às margens do Rio Xingu, enquanto que os corpos do pai e da filha, foram encontrados às proximidades da casa. Cápsulas de projéteis deflagrados no local revelam que a família foi morta a tiros.  

De acordo com informações levantadas pela reportagem do DOL, Zé do Lago e esposa moravam há mais de 20 anos na localidade, onde desenvolviam um projeto ambiental de repovoamento das águas com filhotes de tartarugas.

Veja um vídeo mostrando um dos momentos de soltura de filhotes de quelônios pela família:

 

Ele a esposa e uma filha foram mortos, corpos foram encontrados boiando no rio Xingu.

Todos os anos Zé do Lago realizava a soltura de quelônios das espécies tracajá e tartaruga nas águas do Rio Xingu.

CLIQUE NO ANÚNCIO PARA AJUDAR NOSSO PROJETO:

A reportagem tentou falar com o delegado José Carlos que está à frente do caso, mas o mesmo não pode comentar nada ainda devido o mesmo estar ouvindo familiares da vítima no momento da ligação. 

O crime chocou a população da cidade devido à família ambientalista ser muito conhecida na cidade e também pela forma cruel como foi assassinada. 

A Polícia Civil segue investigando na tentativa de elucidar o crime.

Slide 1

HORA DE VESTIR A CAMISA DO LULA

CONTRIBUA COM A REVISTA XAPURI
PIX: contato@xapuri.info

Block
UMA REVISTA PRA CHAMAR DE NOSSA

Era novembro de 2014. Primeiro fim de semana do mês. Plena campanha da Dilma. Fim de tarde na RPPN Linda Serra dos Topázios, do Jaime Sautchuk, em Cristalina, Goiás. Jaime e eu começamos a conversar sobre a falta que fazia termos acesso a um veículo de informação independente e democrático, mas com lado. Ali mesmo, naquela hora, resolvemos criar o nosso. Um espaço não comercial, de resistência. Um trabalho de militância, tipo voluntário, mas de qualidade, profissional.
Jaime propôs um jornal; eu, uma revista. O nome, Xapuri, eu escolhi (ele queria Bacurau). Dividimos as tarefas. A capa ficou com ele, a linha editorial também. Correr atrás de grana ficou por minha conta. A paleta de cores, depois de larga prosa, ele escolheu (eu queria verde-floresta).
Fizemos a primeira edição da Xapuri lá mesmo, na Reserva, praticamente em uma noite. Já voltei pra Brasília com uma revista montada e com a missão de dar um jeito de diagramar e imprimir.
Nos dias seguintes, o Jaime veio pra Formosa, pra convencer minha irmã Lúcia a revisar a revista, no modo grátis. Daqui, rumamos pra Goiânia, pra convidar o arqueólogo Altair Sales Barbosa para o Conselho Editorial. Altair foi o nosso primeiro conselheiro. Até a doença se agravar, Jaime fez questão de explicar o projeto e convidar, ele mesmo, cada pessoa para o Conselho.
O resto é história. Jaime e eu trilhamos juntos uma linda jornada. Depois da Revista Xapuri veio o site, vieram os e-books, a lojinha virtual (pra ajudar a pagar a conta), os podcasts e as lives, que ele amava. Em 80 meses, Jaime fez questão de decidir, mensalmente, o tema da capa e, quase sempre, escrever ele mesmo a matéria.
Na tarde do dia 14 de julho de 2021, aos 67 anos, depois de longa enfermidade, Jaime partiu para o mundo dos encantados. No dia 9 de julho, quando preparávamos a Xapuri 81, pela primeira vez em sete anos, ele me pediu para cuidar de tudo. Foi uma conversa triste, ele estava agoniado com o agravamento da doença e com a tragédia que o Brasil enfrentava. Não falamos em morte, mas eu sabia que era o fim.
É isso. Agora aqui estou eu, com uma turma fantástica, tocando nosso projeto, na fé, mas às vezes falta grana. Você pode me ajudar a manter o projeto assinando nossa revista, que está cada dia mió, como diria o Jaime. Você também pode contribuir conosco comprando um produto em nossa lojinha solidária (lojaxapuri.info) ou fazendo uma doação via pix: contato@xapuri.info. Gratidão!
Zezé Weiss
Editora

CLIQUE NO ANÚNCIO PARA AJUDAR NOSSO PROJETO:
[instagram-feed] [instagram-feed]